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Vicissitude
I. Nada como um dia atrás do outro (com uma noite no meio).
II. A banda toca mas a banda passa.
III. A fila anda.
IV. O jogo só termina quando o juiz apita.
V. A banda toca, mas a banda NÃO pára.
Por conta de tudo isso a vicissitude faz nascer, no país dos coronéis, um presidente da Silva (sem dedo e sem medo).
A vicissitude faz nascer, dos olhos verdes Buarques de Hollanda, um Buarque de Hollanda Brown - o neto do Chico, o filho do Carlinhos.
A vicissitude faz o maior poeta brasileiro da história quedar-se acabrunhado se perguntando: "e agora, José?"
Pois a vicissitude é a agulha afiada na ponta da roca que tece o mundo.
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Escrito por Thiago Marques às 00h01
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Coke Santa Claus ou São Nicolau de Myra?

Feliz natal a todos!!!
Escrito por Thiago Marques às 16h00
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Poema em partes (parte IV - finale)
Custava papear sobre o balcão
E só dialogar, conversa avulsa
Tentando abarcar num mero bar
O ardor de tanta vida mais profusa?
E agora a vida escoa pelo ralo
Do mesmo que se foi a toda custa
A tentativa amar num só resvalo
A crença no amor desparafusa
Custava dizer manso o duro não
O não que nem me coube sob a blusa
O não que despedaça o coração
O não que toda alma se recusa?
Lambuza agora a tua vida vã
Em outro bar e mar a tentativa
Em mim o pouco que há de vida sã
Dor doce, oceano-mar do Não cativa.
Muito honrado suicida um coração
que se mata por não suportar a luta
de ver que o amor desliza pelo chão se não lhe deu passagem sua musa.
Escrito por Thiago Marques às 18h26
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João Gordo MTV x Dado Dolabella
http://www.youtube.com/watch?v=F41SpjJlj5g
Escrito por Thiago Marques às 18h24
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Poema em partes (Parte III)
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Ver travada, entupida nas artérias
tanta mágoa, tanta faca, tanta busca
preto e prata fica o sangue pelo chão
perco a fala, viro a vala, viva a vulva...
(sempre a mais disposta a dizer não)
sempre a solitária mais confusa
sempre a que se aceita à contramão
sempre que a que se rasga obtusa
Custava dizer sim, pequeno vão?!
custava a comunhão que não se assusta?
em retirar de si o próprio pão
em retirar do pau às próprias custas
o alimento sangue pelo chão
em vez de no lençol, na saia justa
em vez de nas farpas do teu olhar
dizendo sim e não à faca muda.
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(to be continued...)
Escrito por Thiago Marques às 18h09
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As 5 Leis Filosofais sobre o Devir e o Tempo
I. Não se pode banhar-se duas vezes nas mesmas águas de um rio.
II. A banda toca mas a banda passa.
III. A fila anda.
IV. O jogo só termina quando o juiz apita.
V. A banda toca, mas a banda NÃO pára.
- Heráclito de Éfeso, filósofo grego da antigüidade pré-socrática.
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Escrito por Thiago Marques às 22h56
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Poema em partes (Parte II)
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[...]
a faca ainda sobeja um fio são...
não de metal, mas de água mais augusta
que é vida escorrendo pelo chão
da espera, da toada da angústia
água sangue desenhando pelo chão
desdenhando o que foi a vida brusca
esta alma que já ama sem paixão
este corpo que sem chama se tortura
ao ver despetalado pelo chão
o talo, a flor, a madrugada lusa
abusa da quimera da ilusão:
a marca dessa vez foi mais profunda
mais que nas outras tentativas de emoção
que os estranhos lha chamaram moribunda
mas de nada suicida um coração
que se mata por não suportar a luta
[...]
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(to be continued...)
Escrito por Thiago Marques às 15h34
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Poema em partes (Parte I)
- Atravessura
Estou atravessado pelo Não
do amor de quem me vê e não me busca
por isso nem pergunta o quanto quer
meu miserável pão o quanto custa
e após lutar perene tal ventura
escolho a mais serena tentação
vou entregar minhalma à noite escura
madura a pura e dura decisão
pego a lâmina que estiver à mão
a faca, a fio cego, sem doçura
e decido com um gesto de oblação
rasgar tecido externo que não pulsa
[...]
(to be continued...)
Escrito por Thiago Marques às 14h03
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Ser o Não Ser
Eis a Questão...
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Escrito por Thiago Marques às 22h25
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Sambamos
Os poetas, os sambistas, os cantores
os músicos amados, de vinho bebedores
esses que há tempos temos vindo admirar
sempre sozinhos, sofredores bambas
esses boêmios de até o sol raiar
não é à toa cantar tantos sambas
se tão sozinhos bambas vão ficar
os amantes, que vão cedinho à pista
e partem logo que o samba esquentar
é outra chama que lhes tolda a vista
é outro vinho que lhes quer tomar
pergunto à minha amante se é verdade
a redondilha que acabo de inventar
ela embriagada e potestade
respinga em minha boca concordar
se é verdade que o amor é samba
se é veredicto que o vinho é amar
amor se faz se o vinho se dissolve
amor se faz se o samba se calar
Escrito por Thiago Marques às 06h27
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Tom Zé

Percussionista e músico de vanguarda, o nordestino Tom Zé é o ser humano brasileiro mais vezes citado por edições do jornal "The New York Times". Isso se deve sobretudo porque sua música é tão contemporânea e brilhante que só encontra eco e aceitação no mercado internacional. Seu último álbum, DANÇ-ÊH-SÁ, Dança dos Herdeiros do Sacrifício, está sendo interpretado no SESC Pinheiros (SP), e propõe, assim como no CD, o "enterro da canção" (nenhuma música tem letra) e o "despertar da juventude brasileira".
Tom Zé critica músicos nacionais: "Caetano e Chico são irresponsáveis", brada. O compositor se refere especificamente aos novos álbuns dos ícones da MPB. "Eles são gênios. Se nossa juventude é hedonista e desinteressada pela solidariedade, esses gênios têm de se mobilizar", segue.
A avaliação sobre os jovens não é de Tom Zé, mas de uma pesquisa feita pela MTV em 2005. Ela foi uma das inspirações de DANÇ-ÊH-SÁ. "Ele (o disco) é uma chamada à responsabilidade de todos os nossos gênios", discursa o artista.

Segue abaixo a canção "2001", verdadeiro poema para os nossos tempos.
2001 - Tom Zé & Rita Lee Jones
"Astronarta" libertado Minha vida me ultrapassa Em qualquer rota que eu faça Dei um grito no escuro Sou parceiro do futuro Na reluzente galáxia
Eu quase posso "palpar" A minha vida que grita Emprenha e se reproduz Na velocidade da luz A cor do céu me compõe O mar azul me dissolve A equaçao me propõe Computador me resolve
Amei a velocidade Casei com sete planetas Por filho, cor e espaço Não me tenho nem me faço A rota do ano-luz Calculo dentro do passo Minha dor é cicatriz Minha morte não me quis
Nos braços de dois mil anos Eu nasci sem ter idade Sou casado, sou solteiro Sou baiano e estrangeiro Meu sangue é de gasolina Correndo não tenho mágoa Meu peito é de "sar" de fruta Fervendo no copo d'água
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Escrito por Thiago Marques às 20h09
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"Hoje eu acordei com medo mas não chorei nem reclamei abrigo. Do escuro eu via um infinito sem presente passado ou futuro..."
(Ney Matogrosso / Cazuza / Frejat)
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Escrito por Thiago Marques às 13h31
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